Li hoje, com muita tristeza, o artigo em que o grande economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, um dos fundadores do PSDB e mais importantes teóricos da social-democracia no Brasil relata seu abandono da vida partidária. No artigo, Bresser-Pereira cita mudanças de cunho ideológico ocorridas com o PSDB. Reproduzo abaixo trechos que considero essenciais para o momentos de reflexão nos partidos brasileiros, em especial ao meu partido, o PSDB:
“Nos debates que precederam a fundação do PSDB, a decisão de denominá-lo um partido social-democrático deixava claro o compromisso de centro-esquerda do partido. [...] Reforcei minha posição de centro-esquerda e retomei meu nacionalismo econômico, que se define por uma simples e dupla convicção: que é dever primeiro do governo defender os interesses do trabalho, do capital e do conhecimento nacionais, e que essa defesa deve ser feita pelos brasileiros seguindo sua própria cabeça, já que os países ricos são nossos competidores.
O nacionalismo econômico foi fundamental para que o Brasil crescesse aceleradamente entre 1930 e 1980, mas depois, no quadro da hegemonia neoliberal, foi abandonado. Ora, no contexto da globalização, o desenvolvimento de um país depende da existência de estratégia nacional de desenvolvimento ou de competição internacional”.
18-05-2011 – FOLHA ARTIGO (de LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA) – Adeus à política partidária

